Biblioteca Digital de Eventos Científicos da UFPR, III ENCONTRO DAS LICENCIATURAS REGIÃO SUL

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BULLYING NO AMBIENTE ESCOLAR E AS AÇÕES DO PIBID DE GEOGRAFIA/UNICENTRO/PR
Juliane Pra Penteado, Cecilia Hauresko

##manager.scheduler.building##: Setor de Sociais Aplicadas
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Última alteração: 09-10-2019

Resumo


A violência nas escolas pode ser enfrentada se tratada em profundidade, com formação docente específica, incentivo à solidariedade e aumento da proximidade entre professores e alunos. Essa é a avaliação do especialista francês Eric Debarbieux, autor do primeiro plano nacional de combate ao Bullying nas escolas da França. Para Constantini (2004) o Bullying é uma conduta marcada pela agressão verbal, física ou psicológica, feita por indivíduos ou grupos. Trata-se de um comportamento em que os mais fortes convertem os mais frágeis em objetos de diversão e prazer através de “brincadeiras” que disfarçam o propósito de maltratar e intimidar. Em algumas escolas, essa prática é vista como uma atitude rotineira, sem muito conhecimento sobre e quais são os efeitos perante os alunos que são as vítimas. Entendendo que o Bullying se caracteriza por desrespeito a vítima, na forma psicológica, física e que se manifesta de formas diversas nas escolas, decidiu-se no grupo do PIBID que era importante a discussão do tema junto à escola parceira. Os integrantes então, organizaram uma peça de teatro/dramatização para chamar a atenção dos estudantes, professores e funcionários do Colégio Manoel Ribas em Guarapuava, no Paraná, para o Bullying no meio escolar. Este foi abordado via atividade lúdica com o objetivo de fazer com que todos/todas que convivem diariamente no Colégio entendessem a gravidade desses atos e passassem a identificar qualquer prática do Bullying, seja ela, em forma de vítima, agressor ou espectador, que se portasse como verbal, física, psicológica ou até mesmo virtual. O trabalho iniciou com uma pesquisa realizada junto aos alunos do colégio, para identificar possíveis vítimas. As questões respondidas e depositadas pelos alunos nas caixas de coleta deixadas por um período de aproximadamente três semanas, eram as seguintes: Você já presenciou alguém sofrendo Bullying ou viu alguém cometendo Bullying? Você já praticou Bullying? Você já sofreu Bullying? O que em você, tem te incomodado? O que te incomoda nos outros? O que os outros apontam em mim, que me deixa triste? As respostas foram depositadas pelos alunos, livremente, e para isso, as caixas foram colocadas em áreas de maior circulação dos alunos. As manifestações dos alunos eram anônimas. A ideia era a partir das respostas, melhor programar a atividade e dar luz aos atos que foram os mais citados. Entre os 2.600 alunos que frequentam a escola durante os três turnos, 10% participaram da pesquisa, número suficiente para que identificássemos atos relevantes sobre o tema investigado. Os resultados sugerem que a maioria dos alunos sofrem ou já sofreram algum tipo de Bullying, que já praticaram ou presenciaram alguma vítima. Dada à importância do assunto, torna-se necessário o desenvolvimento de ações de prevenção e combate ao Bullying em ambiente escolar. Podendo não apenas prevenir, mas incentivar aos alunos a denunciarem qualquer tipo de violência que presenciem ou sofram. Constatou-se a necessidade de os colégios construírem e incentivarem a construção de espaços de diálogo aberto sobre o assunto, em casa, na rua e principalmente na escola, onde cada um possa ser o portador de atitudes anti-Bullying.

Palavras-chave


Bullying; escola; vítimas; alunos.

Referências


DEBARBIEUX, Eric. Agresividad injustificada, bullying y violência escolar. Ortega, 2010.

COSTANTINI, Alessandro. Bullying, como combatê-lo: prevenir e enfrentar a violência entre jovens. Trad. Eugênio Vinci de Moraes. São Paulo: Itália Nova Editora, 2004.


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