Biblioteca Digital de Eventos Científicos da UFPR, II Congresso de Saúde Coletiva da UFPR

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COVID-19 NO BRASIL E A VULNERABILIDADE SOCIAL: O ESCAPE DA PANDEMIA, UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
CAROLINE SILVA DE ARAUJO LIMA, MÁRCIA FARSURA DE OLIVEIRA

Última alteração: 02-10-2020

Resumo


Introdução: O primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus foi descrito em Wuhan, na China, em dezembro de 2019 e desde então a humanidade tem enfrentado diversos problemas relacionados aos agravos deste RNA vírus envelopado. O aumento de índice de contaminação pelo mesmo, além de provocar graves consequências à saúde, trará também inúmeras repercussões sociais. As medidas de prevenção recomendadas pela saúde pública como distanciamento social, uso de equipamentos de proteção individual e álcool em gel, apesar de simples, não são fáceis de serem praticadas por quem não tem acesso facilitado a materiais de limpeza e água. Hipotetiza-se que é prioritário pesquisar quais os principais fatores que devem ser incluídos nas agendas de formulação de políticas públicas, atendendo a todos os cidadãos brasileiros no enfrentamento da pandemia ocasionada pelo Sars-Cov-2, atentando principalmente à prevenção. Objetivos: Dessa maneira, objetivou-se investigar, na literatura científica, as medidas prioritárias de enfrentamento pelo poder público, para prevenir os impactos clínicos e sociais durante a pandemia de COVID-19. Material e métodos: Para isso, foi feita uma busca bibliográfica sistemática nas bases de dados online Scielo, BVS e Nescon. Tal busca foi realizada utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Pandemia, Covid-19, Política Pública e Exclusão Social. Pesquisou-se artigos originais sobre o tema publicados entre 2019 e maio de 2020. Um par de revisores selecionaram as pesquisas, extraíram os dados e avaliaram a qualidade metodológica daquelas incluídas. Artigos que não atendiam a temática e o objetivo da pesquisa foram excluídos, sendo apenas artigos originais incluídos. Resultados: Foram encontrados 356 artigos, sendo 14 selecionados para essa revisão. Nos estudos analisados verificou-se que há maior probabilidade de contaminação pelo Sars-Cov-2 em populações de baixa renda, devido a inúmeros fatores discrepantes como por exemplo, condições de habitação e de acesso a serviços básicos de assistência pública, o que demanda uma atenção do Estado brasileiro para medidas preventivas que possam ser desenvolvidas em comunidades menos favorecidas economicamente, tais como: educação popular em saúde voltada ao manejo de situações que envolvam pontos de cuidado, distribuição de alimentos, materiais de higiene, limpeza e uso de máscaras de proteção; fomento à pesquisa de medidas preventivas eficazes em todos os grupos sociais, a partir de diálogos com a população, a fim de reconhecer as principais demandas e necessidades. Conclusões: Assim, conclui-se que a vulnerabilidade social potencializa a disseminação da COVID-19. Dessa forma, promover justiça e igualdade social é um dever do Estado, que deve propor políticas públicas efetivas e coerentes com as necessidades de todo o povo brasileiro.

Palavras-chave


Pandemia; Covid-19; Política Pública e Exclusão Social;